segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Bíblia de Estudo Souza!



Espíritos Malignos e Mentirosos Podem Provir de Deus?  (I Samuel 18:10 – I Reis 22:19-20)

Inegavelmente nos encontramos diante de declarações que causam dificuldades aos leitores. Para boa compreensão destas passagens é necessário ter em mente os seguintes fatos:
1º) Tanto anjos bons quanto maus estão sujeitos ao poder de Deus. O próprio poder de que Satanás dispõe lhe é permitido por Deus.

2º) Veracidade destaca-se como atributo divino (Números 23:19), enquanto Satanás é o originador da mentira (João 8:44).

3º) É difícil, por vezes, transmitir em português o que os escritores bíblicos expressaram em hebraico e grego, por serem línguas com peculiaridades distintas.

Partindo do princípio que a divindade não está imbuída de nenhum espírito maléfico, a lógica determina que nenhum ente espiritual malfazejo integra a Essência Divina, logo nenhuma personalidade angelical maligna pode emanar de Deus precisamente o termo hebraico ocorrente em I Samuel 18.10.
O que se deve ter muito em conta nesta investigação teológica é que a expressão (em português) “da parte de” não aparece no original hebraico. O famoso interlinear de Green traz, cautelosamente, a preposição inglesa from entre parênteses, querendo com isso denotar que não pertence ao Texto Massorético.

A melhor explicação para 1 Samuel 18:10 é a que fornece o teólogo A. Neves de Mesquita em sua obra Estudos nos Livros de Samuel, quando comenta 16:14-23. Eis o que diz:

“Deus mandara tanto nos espíritos bons como nos maus. Nada escapa ao governo divino, e os demônios são usados para perseguir os que estão desviados. O mundo invisível é muito misterioso para nós que só entendemos as coisas de acordo com a vista. Pode-se entender pelo texto que Deus tanto mandou um espírito mau para Saul, como o permitiu. Tanto vale uma coisa como outra. Em Jó capítulo 1 verso 7, Deus dialoga com Satanás a respeito das atividades deste na Terra. Parece estranho, mas não é. Deus tem sob Seu domínio anjos e demônios, como tem os homens, e usa-os no Seu governo providencial, do modo que quer.”
Há uma particularidade no sistema verbal hebraico que deve ser lembrada. O chamado “hifel” é causativo, mas também é permissivo. É tarefa árdua distinguir nos escritores do Antigo Testamento o que é executado por Deus e por Ele permitido. Esta informação lança luz sobre o endurecimento do coração de Faraó.
O espírito maligno da parte de Deus significa permitido por Deus.


Quem é a tão "GRANDE NUVEM DE TESTEMUNHAS" pela qual estamos rodeados? (Hb 12.1),
A "grande nuvem de testemunhas" referida na Epístola aos Hebreus (Hb 12.1), não se trata das pessoas que nos observam em nosso dia a dia para saber se vamos cair ou não. Vejamos, no comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, quem são essas testemunhas:

"Esta 'grande nuvem de testemunhas' é composta pelas pessoas descritas no cap. 11. Sua fidelidade é um constante encorajamento para nós. Não lutamos sozinhos, e não somos os primeiros a lutar com os problemas que enfrentamos. Outros correram a corrida e venceram, e seu testemunho nos impulsiona a também correr e vencer. Que esperança inspiradora nós temos!" 

Quem são essas pessoas citadas no capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, cujo testemunho de vida nos serve como exemplo de fé, obediência, perseverança, paciência, humildade, fidelidade a Deus, etc., e que formam a "grande nuvem de testemunhas" pela qual nos encontramos rodeados? São elas: Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel, os profetas, "os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados." (Hb 11.1-
40).

Lehandro de Souza 

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