sábado, 21 de novembro de 2009

Crítica: Ó Paí, Ó perde a graça


Lázaro Ramos em cena de Ó Paí, Ó (Foto: Divulgação/TV Globo)
Ó Paí, Ó é um daqueles seriados de TV, filhotes de cinema, que se saem melhor do que o filme que os gerou. Isso já aconteceu com Antônia (2006). Mas não é regra. Com Carandiru foi o contrário. A série Carandiru – Outras Histórias (2005) não chegava nem aos pés do filme de Hector Babenco que a inspirou.
A estreia da segunda temporada de Ó Paí, Ó, ontem à noite na Globo, no entanto, revelou um programa que perdeu a mão. Ou melhor, a graça.
As agruras de um grupo de moradores de um cortiço do Pelourinho, em Salvador, se transformaram em um editorial contra as igrejas evangélicas. A graça que existia nas tiradas de humor sobre os conflitos entre evangélicos e adeptos do candomblé deu lugar a uma piada repetida à exaustão.
No episódio, o cortiço do Pelourinho treme justamente quando Roque (Lázaro Ramos), o protagonista, ensaia sua nova música, que inscreveu em um festival. Eis que aparece Queixão (o ótimo Matheus Nachtergaele), o vilão do seriado, o bandidão, na pele de um pastor impostor. Apontando um arma, Queixão (agora bispo Moisés) expulsa e rouba o pastor da área e funda no cortiço a Igreja do Tremor Divino. E passa a equipar a igreja a preços superfaturados.
Está dada a deixa para uma série de situações que os evangélicos, provavelmente, não acharam a menor graça. Há um festival de piadas sobre o dízimo. Tem até uma faixa na linha “Deposite aqui o seu dízimo”. Tentam cobrar dízimo até sobre o prémio que Roque ganhou no festival de axé.
A crítica à mercantilização da fé, que era subtil na primeira temporada, tornou-se escrachada, agressiva. Você discorda? OK. Então agora imagina uma rede de TV fazendo um programa em que o vilão é um padre pedófilo. Pegaria pesado, não?

Veja que Aberração


Um comentário:

  1. Meu prezado amigo-irmão Lehandro, não é raro nem recente a perseguição empreendida pela Rede Globo de Televisão contra nós, evangélicos, isto é muito visível quando a maioria dos programas quando enaltecem o fazem com outros segmentos religiosos, e quando há uma referência aos evangélicos em si, somos sempre associados ou a igrejas que se dizendo cristãs vivem emaralhadas em sucessivos escândalos, ou então somos ligados a personagens execráveis, como é o caso desta reportagem que você corajosamente apresentou neste seu espaço, quem lembra dos ilustres pastores de rebanhos de igrejas como a Assembléia de Deus e tantas outras sérias que temos em nosso país, são ignorados, infelizmente muitos de nós aceitam ser lembrados apenas no período eleitoral, e hajam políticos em aniversários, até de círculo de oração, será que tem alguma coisa a ver?
    Diante disto prezado, eu tenho dois sentimentos mistos, o primeiro é a preocupação com o espaço que nós muitas vezes damos a este tipo de mídia, a aceitação que muitas vezes fazemos de braços abertos, e há até os que se riem das artimanhas diabólicas, que estão sorrateiramente entrando em nossos lares e entrando nos lares também estará no coração, estão conseguindo muito espaço, criação de leis como é o caso do PL122 (em tramitação no senado federal), que na verdade tenta calar a nossa voz, impedir o nosso trabalho, que sempre foi originalmente de protestar contra a correnteza pecaminosa, quantos foram mortos por denunciarem o erro, por se insurgir contra os governos e contra o próprio clero, inúmeros.
    Um outro sentimento que me vem neste momento, é de alegria, por incrível que pareça, porque a igreja cresce na fornalha da aflição, a palavra que pregamos é viva e eficaz, se somos vituperados, caluniados, difamados, na verdade somos bem-aventurados (I Pe 4:12-16), pois sobre repousa o Espírito da glória de Deus. Aqueles que estão firmes na rocha que é Cristo, não se abalam.
    Não aceitemos, como se coisa positiva fosse, a inclusão de músicas evangélicas em novelas, ou em programações da rede globo, ou qualquer uma outra, inclusive a Record, pois isto é apenas uma forma de atrair a atenção dos servos de Deus, despertar o interesse, visão mercadológica, e não de reconhecimento como muitos apregoam por aí, quem gosta de crente é Jesus amado.
    O tempo está se ajustando, o reino de Deus está próximo, Jesus está voltando!

    Dinamercio Lima

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